Manter um hálito fresco é mais do que uma questão de higiene, é uma necessidade social que influencia diretamente nas interações pessoais no dia a dia. Curiosamente, uma pesquisa realizada em 2019 indicou que aproximadamente um terço da população mundial enfrenta desafios constantes para manter a frescura do hálito. João Paulo Pinto, especialista em halitose e embaixador de uma renomada marca de higiene bucal, destaca essa questão como um sinal de alerta para possíveis problemas de saúde.
Contrariamente ao que muitos podem pensar, a halitose não é uma doença, mas um indicativo de que algo pode não estar bem no organismo. Paulo Zahr, presidente de um influente grupo odontológico, ressalta a importância de consultar um especialista para descobrir as causas subjacentes do mau hálito, que raramente está associado a problemas de saúde mais sérios.
Por que é tão importante manter uma boa higiene bucal?

A maioria dos casos de mau hálito tem origem na boca, devido a uma higiene bucal inadequada. Portanto, manter bons hábitos de limpeza é essencial. Alexandre Ravani, cirurgião-dentista e cofundador de uma rede de clínicas dentárias, enfatiza que pequenas mudanças nos hábitos diários podem melhorar significativamente a frescura do hálito.
O que causa o mau hálito e como evitá-lo?
Identificar e ajustar hábitos pode ser a chave para evitar o mau hálito. Seguem algumas práticas recomendadas por especialistas para manter o hálito fresco:
- Escovação: Escovar os dentes depois de cada refeição remove resíduos de comida e bactérias.
- Fio dental: Usar fio dental diariamente ajuda a eliminar os restos de alimentos e placa bacteriana entre os dentes, áreas que a escova não alcança.
- Higiene da língua: A língua também acumula bactérias e resíduos, sendo importante limpá-la adequadamente.
- Hidratação: Beber água regularmente estimula a produção de saliva, naturalmente capaz de combater bactérias.
- Evitar certos alimentos: Alimentos com odores fortes como alho e cebola podem afetar o hálito.
- Evitar fumar: Fumar não apenas afeta o hálito, mas também é prejudicial à saúde bucal em geral.
Doenças que podem causar mau hálito
Em alguns casos, o mau hálito pode estar relacionado a condições médicas, como infecções nas gengivas, úlceras bucais, candidíase oral, amigdalite ou mesmo problemas mais sistêmicos como diabetes. Paulo Zahr salienta a importância dos exames regulares, que podem diagnosticar e tratar essas condições, melhorando não apenas o hálito, mas também a saúde geral do paciente.
Por fim, é crucial não confiar apenas na própria percepção para avaliar a qualidade do hálito. Consultas periódicas com um especialista e pedir a opinião de pessoas próximas são práticas recomendadas para aqueles que querem ter certeza de que seu hálito está sempre fresco. As interações sociais, profissionais e pessoais dependem também dessa parte essencial da higiene pessoal, que não deve ser negligenciada.

