Uma notícia triste abalou o mundo do vôlei nesta sexta-feira.
André Felippe Falbo Ferreira, conhecido carinhosamente como Pampa, morreu devido a complicações pulmonares após uma reação adversa à quimioterapia.
Aos 59 anos, Pampa enfrentava bravamente um linfoma. Sua luta chegou ao fim enquanto estava sob cuidados intensivos na UTI da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.
O velório de Pampa está previsto para ocorrer no Memorial Guararapes, em Recife. As memórias e conquistas deste ícone do esporte brasileiro serão lembradas pelos admiradores e entes queridos, ainda aguardando a definição exata de data e horário para a cerimônia.
Quem foi André Felippe “Pampa” Falbo?

Nativo de Recife, Pampa mostrou seu talento no vôlei já em 1988 nas Olimpíadas de Seul, onde o Brasil ficou em quarto lugar.
No entanto, foi em Barcelona, em 1992, que se consagrou campeão olímpico, um marco que o destacaria na história do esporte brasileiro.
Uma carreira versátil dentro e fora das quadras
Após brilhar nas quadras nacionais e internacionais, defendendo times como Palmeiras e Suzano no Brasil, e Lazio e Napoli na Itália, além de uma equipe em Osaka, no Japão, Pampa seguiu sua vida profissional se dedicando à administração pública e política.
Entre os anos de 2000 e 2002, ele trabalhou diretamente com o esporte no Ministério do Esporte e, posteriormente, assumiu cargos significativos em governos municipais e estaduais relacionados ao esporte.
O Legacy de um campeão
Seu legado não se limita às conquistas em quadra.
Pampa era também um estrategista e motivador, contribuindo significativamente durante os jogos críticos da seleção, mesmo quando não estava entre os titulares.
Seu desempenho no jogo contra a Argélia em 1992 foi crucial para conduzir a equipe à vitória na Liga Mundial e, então, ao ouro olímpico.
André Falbo deixou sua esposa Paula e suas duas filhas, Isabella Maria e Rafaella Ferrer, além de uma legião de admiradores que nunca esquecerão sua força e dedicação tanto dentro quanto fora das quadras.
A história de Pampa é uma inspiração de perseverança e amor ao esporte, que certamente continuará sendo contada por muitas gerações.
Ele não apenas jogou vôlei; ele viveu cada momento com grande intensidade e paixão, deixando um legado duradouro no esporte brasileiro.
Sua contribuição vai além das medalhas, pois se estendeu à forma como vivenciou e promoveu o esporte após deixar as quadras.
Um verdadeiro campeão em todos os sentidos da palavra, cuja memória permanecerá viva no coração dos fãs de vôlei por todo o Brasil e pelo mundo.

