O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em um julgamento recente, pela anulação da lei estadual do Rio de Janeiro que estabelecia regras específicas para a prova de vida de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). A legislação, criada no âmbito estadual, obrigava os bancos a realizarem o procedimento de prova de vida em domicílio para pessoas acima de 60 anos que estivessem impossibilitadas de comparecer às agências.
Essa medida foi amplamente questionada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), que alegou a inconstitucionalidade da norma, argumentando que apenas a União tem competência para legislar sobre previdência social e instituições financeiras.
Decisão e seus Impactos
A decisão do STF foi fundamentada no princípio da competência legislativa, reafirmando que somente o governo federal pode criar e regular normas relacionadas ao RGPS e ao funcionamento do sistema financeiro. Segundo o tribunal, leis estaduais ou municipais que ultrapassem esses limites violam a Constituição Federal.
Embora a intenção da legislação fosse proteger idosos e pessoas vulneráveis, o STF destacou que a regra criava desafios operacionais e jurídicos para os bancos, que já seguem os regulamentos definidos pelo governo federal.
Além disso, a decisão confirma que beneficiários que enfrentam dificuldades de locomoção ainda possuem alternativas oferecidas pelo próprio INSS, como a realização da prova de vida por representante legal ou por meio de biometria facial em aplicativos digitais, sem necessidade de deslocamento físico.
O Que Isso Significa para Beneficiários?
Com a anulação da lei, o procedimento de prova de vida seguirá as diretrizes nacionais estabelecidas pelo INSS. Em 2023, o instituto modernizou o processo, permitindo que muitos beneficiários realizem a comprovação de forma automática, por meio do cruzamento de dados em bases governamentais.
No entanto, quem ainda precisar realizar a prova de vida manualmente deve verificar as orientações diretamente no site ou aplicativo Meu INSS, garantindo o cumprimento das exigências para evitar bloqueios ou suspensão de benefícios.
Conclusão
A decisão do STF destaca a importância de respeitar os limites das competências legislativas no Brasil, além de reforçar o papel do governo federal em regulamentar questões previdenciárias. Para os beneficiários, é crucial estar informado sobre os procedimentos oficiais de prova de vida, que continuam em constante evolução para se tornarem mais acessíveis e eficientes.

