Desde o início desta semana, uma nova greve dos servidores do INSS tomou forma. Sob o lema “Reestruturação com Excelência”, este movimento não apenas interrompe o fluxo habitual dos serviços, mas também destaca as dificuldades e as necessidades urgentes do setor. Esses profissionais, essenciais na gestão e concessão de benefícios sociais, estão em um impasse significativo com o governo.
O presidente do SINSSP-BR, Pedro Luis Totti, compartilhou que está em jogo a existência do cargo de Técnico do Seguro Social. Essa função, responsável por uma grande parte da operação dentro do INSS, está sendo ameaçada por propostas de reestruturação que visam sua extinção. De acordo com Totti, essa mudança poderia prejudicar gravemente o serviço oferecido aos cidadãos, em especial aqueles em condições mais vulneráveis.
Por que há a greve dos servidores do INSS?

Os trabalhadores, representados pelo SINSSP-BR, protestam contra a possibilidade de extinção do cargo de Técnico do Seguro Social, o que representa cerca de 80% da força de trabalho do instituto. A perda desse cargo poderia desencadear uma série de problemas operacionais e de eficiência dentro das unidades de atendimento do INSS.
Quais São as Principais Reivindicações dos Servidores do INSS?
- Valorização e reestruturação dos cargos atuais.
- Alteração na qualificação exigida para o cargo de técnico, passando para nível superior.
- Reconhecimento dos cargos como carreira típica de Estado, o que traz mais segurança e estabilidade para os servidores.
- Implementação de opções de teletrabalho, tanto integral quanto parcial, adaptando-se à nova realidade de trabalho remoto.
Impacto da greve dos servidores do INSS
Com o serviço parcialmente paralisado nas terças e quintas-feiras e completamente nos outros dias de greve intensiva, o atendimento ao público enfrenta severos atrasos na análise e concessão de benefícios. Em momentos como este, quando a eficiência já é uma questão crítica, espera-se que o impacto seja ainda maior. Essa situação evidencia o risco de um sucateamento progressivo do INSS, com repercussões diretas e negativas para a população dependente dos serviços do instituto.
Enquanto as negociações entre o governo e os servidores não avançam para um acordo satisfatório, as mobilizações devem continuar. Os servidores buscam não apenas a revisão das medidas propostas pelo governo, mas também um reconhecimento mais amplo de sua importância estratégica na administração dos benefícios sociais. Este é um chamado para que a fundamentação e a eficácia do serviço público se alinhem com as demandas e necessidades tanto dos trabalhadores quanto dos cidadãos atendidos.
Esta greve ressalta a urgência de diálogo e a necessidade de encontrar soluções que preservem a qualidade e a integridade do serviço público essencial que é o INSS, em benefício de todos os brasileiros. De agora em diante, o país está de olho nas próximas ações tanto do governo quanto dos servidores, esperando que uma solução colaborativa e justa seja rapidamente alcançada.

