Os perfis de Pablo Marçal (PRTB), coach e candidato à prefeitura de São Paulo, começaram a sair do ar neste domingo, 25 de novembro de 2024. A suspensão ocorre após a Justiça Eleitoral determinar a interrupção das redes sociais do candidato até o final do processo eleitoral, devido a suspeitas de abuso econômico na campanha. A decisão é liminar e atende a um pedido feito pelo PSB, representado por Tabata Amaral.
No Instagram e no TikTok, já não é possível acessar os perfis de Marçal. “Recebemos uma denúncia para restringir esse conteúdo. Nós a analisamos em relação às nossas políticas e realizamos uma avaliação jurídica e de direitos humanos. Após a análise, restringimos o acesso ao conteúdo na localidade em que viola a lei local”, informa a rede social da Meta ao usuário que tenta encontrar o perfil do coach. No TikTok, o perfil ainda aparece, mas sem exibir os vídeos publicados, apresentando apenas uma mensagem de erro.
Por Que a Justiça Eleitoral Decidiu Suspender as Redes Sociais de Pablo Marçal?

A decisão tomada pela Justiça Eleitoral de São Paulo também deve atingir outras redes, como o X (antigo Twitter) e o YouTube. Por volta das 9h deste domingo, ambos os canais ainda estavam ativos. A multa diária para o descumprimento da decisão é de 10 mil reais. A ordem judicial também inclui a derrubada do site oficial de Marçal, porém, a página mantida pela campanha ainda está acessível, indicando possíveis recursos legais em andamento.
Quais São as Alegações do PSB?
O PSB, através de Tabata Amaral, protocolou a denúncia alegando abuso do poder econômico por parte de Pablo Marçal durante a campanha. Segundo os documentos apresentados, o coach teria utilizado recursos financeiros desproporcionais, o que poderia desequilibrar o pleito eleitoral. A alegação se sustenta em publicações patrocinadas nas redes sociais, além de eventos de grande porte promovidos com verba não declarada.
A determinação judicial vem como uma medida preventiva para garantir a isonomia entre os candidatos e a integridade do processo eleitoral. Importante lembrar que a legislação eleitoral brasileira é rigorosa quanto ao uso de recursos financeiros e o impacto nas campanhas.
O Que Diz Pablo Marçal Sobre a Decisão?
Em declarações recentes, Pablo Marçal prometeu recorrer da decisão, classificando-a como ‘censura’ e ‘arbitrariedade’. Em comunicado oficial, Marçal afirmou que sempre pautou sua campanha dentro dos limites da lei e que a decisão representa uma tentativa de tolher suas atividades políticas.
- Marçal classificou a decisão como “censura” e “arbitrariedade”.
- Prometeu seguir com recursos legais para reverter a suspensão.
- Seus advogados estão em ação para garantir a reativação dos perfis e do site oficial.
A equipe jurídica de Marçal já está analisando as formas de recurso, e o candidato ainda pode buscar a reativação das suas redes antes do término das eleições, caso a sentença seja revisada por instâncias superiores.
Enquanto o impasse não é resolvido, o coach continua utilizando os canais que ainda estão ativos e busca formas alternativas de comunicação com seus seguidores e eleitores.
A Situação das Redes Sociais nas Eleições
As regras de propaganda eleitoral na Internet têm se mostrado um desafio constante para a Justiça Eleitoral. O uso das redes sociais como ferramenta de campanha tem crescido exponencialmente, demandando maior fiscalização e regulamentação. No entanto, a aplicação dessas regras ainda enfrenta obstáculos, especialmente quanto à rapidez e abrangência das medidas.
- Regras rigorosas para propaganda eleitoral.
- Aumento do uso das redes sociais nas campanhas.
- Desafios para aplicar e fiscalizar as leis existentes.
Esses fatores tornam a decisão da Justiça Eleitoral relevante não apenas para o caso específico de Pablo Marçal, mas como um precedente importante para futuras campanhas e candidatos.

