A partir deste sábado, 27 de julho de 2024, importantes mudanças tributárias começarão a afetar quem faz compras internacionais pela internet. Grandes plataformas de e-commerce, como AliExpress, Shein e Shopee, anunciaram recentemente que os impostos de importação serão ajustados para compras até US$ 50, com uma taxa de 20%. Além disso, o ICMS, que já representava um custo adicional, continuará sendo aplicado com uma alíquota de 17% sobre os produtos.
Essas alterações decorrem de uma nova legislação sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reformula a taxação sobre compras internacionais de pequeno valor, visando ajustar práticas comerciais e arrecadação tributária. Segundo o governo, essa medida afeta diretamente a economia ao garantir uma concorrência mais justa com produtos nacionais.
Como a nova política tributária influencia os consumidores?

O impacto dessa transformação fiscal é significativo. Por exemplo, uma compra que antes custaria US$ 50, agora será taxada com 20% sobre esse valor, aumentando o custo para US$ 60. A isso, soma-se o ICMS de 17%, gerando um valor final de US$ 70,20, um acréscimo notável comparado ao regime anterior de isenção para esses montantes.
Quais são as reações das grandes plataformas de e-commerce?
Em resposta a essas mudanças, a AliExpress declarou que todos os pedidos feitos a partir de 27 de julho estarão sujeitos às novas regras tributárias. A plataforma também prometeu manter seus usuários informados através de canais oficiais sobre como essas mudanças serão implementadas.
Da mesma forma, a Shopee informou que a nova taxa será imputada a partir de 27 de julho, visto que as novas declarações de importação começarão a ser emitidas em primeiro de agosto. Essas plataformas buscam manter a transparência nas suas operações, garantindo que os consumidores estejam cientes dos detalhes tributários no momento da compra.
Qual é o panorama para compras acima de US$ 50?
O projeto de lei que definiu essas novas taxas também inclui descontos para compras entre US$ 50 e US$ 3 mil, uma medida inserida ainda na Câmara dos Deputados pelo relator da proposta. Nesse cenário, o consumidor se beneficia de um desconto de US$ 20 em impostos sobre os valores que excedam os US$ 50 iniciais. Para exemplificar, numa compra de US$ 70, aplica-se uma taxa de 20% sobre os primeiros US$ 50 e 60% sobre os US$ 20 adicionais, resultando em um total tributável de US$ 32 ao invés dos US$ 42 originais.
Essas alterações refletem uma estratégia governamental de ajuste fiscal e controle de concorrência, provocando adaptações significativas tanto para consumidores quanto para operadores do mercado de e-commerce internacional. Com a informação adequada e clara, espera-se que os consumidores possam navegar por essas mudanças sem grandes surpresas em suas finanças pessoais.

