A trágica sequência de eventos em uma clínica de reabilitação na Grande São Paulo culminou na morte do paciente Jarmo após ser gravemente agredido. O caso, que agora envolve investigações profundas pela polícia local, levantou novamente a preocupação sobre os métodos empregados em algumas instituições voltadas para a reabilitação de dependentes.
Jarmo foi introduzido à Comunidade Terapêutica Efata sob condições que salientam a gravidade e os riscos desse tipo de internação compulsória. Segundo relatos, sua admissão não só foi marcada pelo uso de força pelos agentes que o levaram até lá, mas sua estadia foi pontuada por incidentes de áspera violência.

Funcionário Matheus de Camargo Pinto (à esquerda) é acusado de amarrar e torturar o paciente Jarmo Celestino de Santana (no meio e à direita). Ele morreu após as agressões — Foto: Reprodução
Quais medidas foram tomadas pela clínica?
De acordo com informações divulgadas, o tratamento a que Jarmo foi submetido na clínica incluiu uma série de agressões que culminaram em um alarmante episódio repressor. Alarmes soaram não apenas pelos atos de violência, mas pelo subsequente falecimento do paciente.
Detalhes do Tratamento Controverso
Matheus, um dos funcionários da clínica e também ex-dependente químico, descreveu durante o interrogatório que o próprio enfermeiro e a co-fundadora ajudaram a manter Jarmo contido. Os métodos, conforme descritos, incluíram imobilizações severas, embates físicos e até a aplicação de um golpe conhecido como “mata-leão”.
O que dizem as autoridades sobre o incidente?
O delegado Adair Marques Correa Junior, responsável pelo caso, destacou que a investigação também procura entender o papel de outros envolids, seja por participação direta ou omissão. Além dos inquéritos sobre a morte de Jarmo, outras averiguações relacionam-se ao passado dos proprietários da clínica, que já respondiam por acusações de maus-tratos.
- Investigações do passado dos proprietários
- Exame necroscópico para determinar a causa da morte
- Análise do histórico criminal dos envolvidos
A advogada Terezinha Cordeiro de Azevedo, representando os donos da clínica, defendeu a regularidade e a licença do estabelecimento para funcionar. No entanto, a controvérsia persiste frente às novas denúncias e ao histórico de problemas similares que ligam a instituição a práticas questionáveis de tratamento.
A comunidade de Cotia e as áreas vizinhas aguardam ansiosamente por mais informações e pela promoção de justiça, almejando que incidentes tão graves como este não se repitam. O desenlace deste caso poderá influenciar diretamente nas regulamentações e no controle de qualidade em clínicas de tratamento em todo o país.

