Ao viajar virtualmente para a Etiópia em 2024, um país rico em tradições e cultura, notaremos uma peculiaridade fascinante: enquanto boa parte do mundo segue o calendário gregoriano, os etíopes vivem segundo regras temporais próprias.
Isso mesmo, ao nos aproximarmos do ano novo para a maioria dos países, a Etiópia está prestes a celebrar a chegada de 2017. Este país, conhecido por suas paisagens deslumbrantes e história profunda, usa o calendário etíope, bastante diferente do gregoriano que estamos acostumados.
Essa escolha reflete não apenas uma questão de identidade nacional, mas mantém viva uma conexão com práticas milenares e a Igreja Ortodoxa Etíope, que optou por preservar as contagens de tempo que datam de séculos atrás.
Continue lendo para entender como os etíopes ainda vivem em 2016!
Qual é a estrutura do calendário etíope?

O calendário etíope possui 13 meses, onde 12 meses têm 30 dias e um adicional contém cinco ou seis dias, dependendo se o ano é bissexto ou não.
Esse calendário remonta à Igreja Copta Ortodoxa de Alexandria e é baseado em um ciclo solar-lunar. Similar ao usado por antigos egípcios.
Como o calendário afeta a vida cotidiana na Etiópia?
Até as horas do dia são contadas de maneira distinta, não apenas o ano que é celebrado de forma diferente na Etiópia.
Lá, o dia inicia não à meia-noite, como estamos acostumados, mas sim a partir do amanhecer, especificamente às 7 da manhã pelo horário ocidental.
Isso faz com que as 1 hora da tarde na Etiópia seja o momento em que o dia começa a se desenrolar.
Desafios e adaptações com o calendário dual
- Comunicação: A comunicação entre etíopes que vivem nas áreas rurais e aqueles que se encontram em metrópoles ou até mesmo fora do país é desafiadora. Isso se deve ao uso concomitante do calendário etíope e do gregoriano.
- Negócios e educação: Empresas e escolas muitas vezes precisam trabalhar com os dois calendários, o que pode gerar complicações em agendamentos e prazos.
- Viagens: Turistas podem encontrar dificuldades em realizar reservas e entender o tempo local devido aos dois sistemas operando paralelamente.
Apesar desses obstáculos, a tecnologia tem avançado, e com ela cresce a possibilidade de uma maior integração dos sistemas temporais na Etiópia.
Mas a preservação dessa tradição única do calendário etíope permanece um símbolo da riqueza cultural e da autonomia do país em relação aos padrões ocidentais globalizados.
Assistir a Etiópia abraçar o passado enquanto se adapta aos novos tempos é uma lição respeitosa de que o tempo. Assim como a cultura, pode ser vivenciado de várias maneiras, cada uma com seu valor e significado especial.

