No coração da América do Sul, o Brasil enfrenta mais uma vez períodos críticos de incêndios florestais.
Dentre os biomas impactados, o Pantanal surge com um número preocupante de focos de incêndio. Que cresceram de maneira exponencial quando comparados aos dados do ano anterior.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), somente entre os dias 1º e 19 de junho de 2024, foram registrados 1.672 focos de incêndio nesse bioma sensível e rico em biodiversidade. Isso representa um aumento de 3.457% em relação ao mesmo período de 2023.
Entenda esse cenário e o impacto para o país!
Por que o Pantanal está queimando tanto?

O Pantanal, conhecido por sua exoticidade e beleza natural, enfrenta um desafio monumental com o crescente número de queimadas.
Especialistas apontam uma combinação de fatores naturais e humanos para esse aumento: o período de seca, que é amplificado pelas mudanças climáticas, e as práticas locais de manejo do solo que incluem queimas para renovação de pastagens.
Região mais afetada pelos incêndios
Corumbá, no Mato Grosso do Sul, é uma das cidades mais impactadas.
Cerca de 70% do seu território está dentro do Pantanal, tornando-a extremamente vulnerável a essa catástrofe ambiental.
Dessa forma, a cidade, que conta com cerca de 110 mil habitantes, até agora observa uma luta intensa para combater e controlar as chamas que ameaçam fauna, flora e mesmo as populações locais.
Como os outros biomas estão sendo afetados?
Além do Pantanal, outros biomas no Brasil também enfrentam situações críticas. O Cerrado liderou o número de registros, seguido pela Amazônia.
Este último, apesar de um pequeno declínio na taxa de desmatamento de acordo com o sistema Prodes, segue enfrentando frequentes surtos de incêndios.
Estas informações não apenas fornecem um panorama da urgência da situação, como também reforçam a necessidade de ações concretas para prevenção e combate aos incêndios nestas regiões de valor inestimável para o equilíbrio ecológico e climático global.
Medidas de Combate e Prevenção
- Fortalecimento das políticas de conservação e manejo sustentável.
- Implementação de más tecnologias de detecção e monitoramento em tempo real.
- Educação ambiental e engajamento das comunidades locais na preservação de seus ecossistemas.
Por fim, enquanto o Pantanal e outros biomas brasileiros continuam a sofrer com os intensos períodos de secas e queimadas, a colaboração entre governos, organizações não governamentais e as comunidades locais será fundamental para mitigar os impactos negativos e proteger estas áreas vitais para a biodiversidade mundial.

