As enchentes devastadoras que atingiram o Rio Grande do Sul entre abril e maio deste ano tiveram um resultado alarmante. Foram, até o momento, 177 vidas perdidas e extensos danos materiais.
Além disso, essa catástrofe ambiental gerou uma avalanche de pedidos de indenizações, transformando a paisagem das seguradoras locais.
Até o momento, foram registrados impressionantes 48.870 pedidos de indenização, totalizando aproximadamente R$ 3,9 bilhões. De acordo com os dados divulgados pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg).
Essa soma crescente pode ser ainda maior nas próximas semanas, à medida que mais segurados formalizam seus pedidos.
O que representa essa quantidade de sinistros para o mercado de seguros?

A grande maioria dessas requisições de indenização está relacionada a danos em veículos e residências. De acordo com a CNSeg, 19.067 pedidos concernem a carros, somando R$ 1,277 bilhão.
Já os relacionados a imóveis alcançam impressionantes 22.673 pedidos, com um total de R$ 524,6 milhões em apólices. Esta situação destaca notavelmente a importância dos seguros habitacionais e residenciais.
Como os seguros residenciais funcionam em situações de enchente?
Os seguros residenciais e habitacionais possuem coberturas diferenciadas, onde os residenciais tendem a cobrir não apenas a estrutura da casa, mas também os itens no interior, se assim estiver estipulado no contrato.
Essas apólices são vitais para garantir a recuperação financeira dos domicílios afetados. Principalmente em períodos de enchentes.
Curiosamente, 38% dos domicílios no Rio Grande do Sul possuem algum tipo de seguro. Um índice significativamente superior à média nacional de 15%.
O processo de indenização é ágil?
De acordo com Dyogo Oliveira, presidente da CNSeg, a liberação das indenizações de automóveis é realizada de forma bastante rápida. Com algumas seguradoras efetuando pagamentos em até 48 horas após o pedido.
No entanto, o processo para ressarcimentos de danos residenciais pode ser um pouco mais demorado. Uma vez que são necessárias avaliações mais detalhadas das condições dos imóveis e dos bens internos.
- Indenizações de Automóveis: Rápidas e muitas vezes resolvidas em até dois dias.
- Indenizações Residenciais: Requerem avaliação detalhada e tendem a demorar um pouco mais.
Em resumo, as recentes enchentes no Rio Grande do Sul não só demonstram a vulnerabilidade de regiões a eventos extremos do clima, mas também ressaltam a extremamente vital função do mercado de seguros em situações de crise.
Com um número tão alto de pedidos de indenização, é uma garantia poder contar com um setor ágil e preparado para responder quando o inesperado acontece.

