Em um frio dia de janeiro de 1971, um Jet Commander com cinco pessoas a bordo levantou voo do aeroporto de Burlington, em Rhode Island, rumo a um destino que jamais seria alcançado. O avião desapareceu sem deixar vestígios sobre o Lago Champlain, em Vermont, durante uma comunicação via rádio com a torre de controle. Apesar das intensas buscas iniciais, o inverno rigoroso e o congelamento subsequente do lago impediram qualquer êxito.
A chegada da primavera trouxe consigo o degelo, momento em que fragmentos da aeronave foram encontrados flutuando nas águas geladas. No entanto, somente décadas depois, com o avanço da tecnologia, é que se renovaram as esperanças de resolver esse enigma. A persistência e o uso de novas técnicas de busca desempenharam um papel crucial nos esforços contínuos para localizar o avião perdido.
O que levou ao redescobrimento do Jet Commander em 2024?

A descoberta recente do Jet Commander foi uma jornada de tecnologia e determinação. Liderada por Garry Kozak, a equipe de pesquisa utilizou um veículo subaquático operado remotamente que, finalmente em maio de 2024, localizou o avião a uma profundidade impressionante de 60 metros no lago Champlain. Essa descoberta não só trouxe respostas, como também trouxe um certo fechamento para as famílias dos passageiros e tripulantes a bordo.
Como a tecnologia ajudou nas buscas?
Com o desaparecimento de outro voo em 2014, da Malaysia Airlines, houve um aumento significativo no desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias de rastreamento subaquático. Kozak e sua equipe se beneficiaram desses avanços, utilizando sonar de última geração e veículos operados remotamente que podem alcançar grandes profundidades e fornecer imagens claras, mesmo em condições subaquáticas desafiadoras.
Próximos passos após a descoberta
Após confirmar que os destroços pertenciam ao Jet Commander de 1971, o Conselho Nacional de Segurança em Transportes dos Estados Unidos iniciou uma investigação minuciosa. Esta etapa é vital para entender não apenas o que levou à queda do avião, mas também para extrair lições importantes que podem melhorar a segurança aeronáutica no futuro.
A resolução deste mistério traz um capítulo sombrio da história da aviação Americana ao fim. Enquanto as famílias das vítimas podem nunca superar totalmente a perda, a descoberta do avião oferece um consolo, uma resposta que permaneceu esquiva por mais de cinquenta anos. A busca continuará, não só fisicamente nos destroços, mas também na memória daqueles que foram impactados por essa tragédia.
